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Greve de merendeiras por falta de salários interrompe aulas presenciais em escolas estaduais de Pernambuco em pleno ano eleitoral

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Greve de merendeiras por falta de salários interrompe aulas presenciais em escolas estaduais de Pernambuco em pleno ano eleitoral.

BARREIROS (PE) — A paralisação de merendeiras terceirizadas por atraso salarial provocou a suspensão das aulas presenciais em escolas técnicas estaduais de Pernambuco, gerando preocupação entre pais, estudantes e profissionais da educação. Sem o funcionamento do serviço de alimentação, unidades que operam em regime integral precisaram migrar temporariamente para o ensino remoto.

O caso ganhou grande repercussão após a divulgação de um comunicado da direção da Escola Técnica Estadual Central Barreiros, na Mata Sul pernambucana. Em mensagem enviada aos pais e responsáveis, o gestor confirmou que a greve das profissionais inviabilizou a permanência dos estudantes na unidade.

“Como iríamos manter os 388 estudantes de forma integral na escola, sem colaboradores da merenda?”, questionou o diretor, destacando ainda que esta é a segunda paralisação da categoria pelo mesmo motivo.

Segundo a gestão da unidade, a situação não é isolada e também estaria afetando outras escolas estaduais em Pernambuco. O problema, inclusive, teria sido oficialmente comunicado à Gerência Regional de Educação (GRE) Mata Sul.

A interrupção das aulas presenciais afeta diretamente a rotina de centenas de famílias, principalmente mães que dependem do ensino integral para conseguirem trabalhar durante o dia. Em meio à crise, a direção da escola também fez questão de prestar solidariedade às famílias dos estudantes e reforçar o compromisso da instituição com a educação.

Em tom de desabafo, a gestão da ETE Central Barreiros lamentou críticas e debates políticos envolvendo o episódio, ressaltando os avanços conquistados pela escola nos últimos anos e afirmando que o calendário letivo segue sendo cumprido dentro das exigências legais.

“É lamentável alguém querer negar o trabalho brilhante que desde 2020 estamos construindo nessa escola. Somos uma gestão que trabalha com diálogo”, afirmou o gestor.

Enquanto estudantes e responsáveis aguardam uma solução definitiva, cresce a cobrança para que o Governo do Estado regularize os repasses financeiros destinados às empresas terceirizadas responsáveis pelo pagamento das merendeiras.

O episódio acontece justamente em ano eleitoral, período em que áreas como educação, gestão pública e valorização dos profissionais entram ainda mais no centro dos debates políticos.

— Blog Tenório Cavalcanti

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