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Dia Nacional de Combate à Cefaleia: neurologista alerta para sinais de atenção e reforça a importância do diagnóstico correto

Especialista explica os diferentes tipos de cefaleia e os sinais que exigem investigação médica

A dor de cabeça faz parte da rotina de milhões de brasileiros e, embora muitas vezes seja encarada como um incômodo passageiro, pode representar um importante sinal de alerta do organismo. Em alusão ao Dia Nacional de Combate à Cefaleia, lembrado em 19 de maio, especialistas chamam a atenção para a necessidade de investigar dores frequentes, intensas ou acompanhadas de outros sintomas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os transtornos de cefaleia estão entre as condições neurológicas mais comuns em todo o mundo e impactam significativamente a qualidade de vida, o desempenho profissional e as relações sociais.

De acordo com o neurologista José Luiz Inojosa, do Hospital Santa Joana Recife, da Rede Américas, as cefaleias se dividem em primárias e secundárias. As secundárias são aquelas em que existe uma causa subjacente para a dor de cabeça, enquanto as primárias não estão associadas a outra doença e são as mais comuns na população. “As cefaleias primárias incluem a cefaleia tensional, que é a mais frequente, e a migrânea, popularmente conhecida como enxaqueca”, explica. 

Na migrânea, o paciente costuma sentir uma dor intensa, pulsátil, geralmente em um lado da cabeça, embora também possa acometer os dois lados. O quadro pode vir acompanhado de sensibilidade à luz e aos ruídos, náuseas e, em alguns casos, vômitos.

Segundo o neurologista, as cefaleias secundárias são as que exigem maior atenção. “Elas podem estar relacionadas a sangramentos, tumores que crescem lentamente ou rapidamente dentro do crânio, meningites e outras condições mais graves. São dores associadas à febre, rigidez na nuca, despertar noturno ou mudança no padrão habitual da dor, como aumento da frequência, da intensidade ou alteração das características. Esses casos precisam de avaliação médica com mais urgência”, alerta Dr. José Luiz.

Outro sinal de alerta é quando a dor surge de forma súbita e muito intensa. “Quando, em poucos segundos ou minutos, o paciente apresenta uma dor muito forte ou a considera a pior dor de cabeça da vida, é necessária uma investigação mais cuidadosa”, complementa.

Tratamento da cefaleia para além do medicamento

O tratamento da dor de cabeça depende do diagnóstico correto. Segundo o especialista, no Brasil, o fácil acesso a analgésicos favorece a automedicação, especialmente entre pacientes com migrânea (enxaqueca), que alternam períodos de crises mais intensas e mais leves. No entanto, essa prática pode agravar o problema.

“O uso frequente de analgésicos faz com que o organismo deixe de produzir substâncias importantes para o equilíbrio da sensação de bem-estar plena e do controle da dor. Isso gera uma necessidade cada vez maior do medicamento. Quanto mais associações o analgésico tiver, com três ou quatro substâncias, muitas vezes incluindo cafeína, maior o risco de desenvolver a cefaleia por abuso de analgésicos”, explica.

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