
Brasileiros afirmam ter sido vítimas de um suposto esquema financeiro envolvendo operações de câmbio, promessas de investimentos em dólar e transferências internacionais na cidade de Ciudad del Este, no Paraguai, região conhecida pela intensa movimentação comercial na tríplice fronteira.
As denúncias apontam como principais envolvidos o brasileiro Daniel Arena Carrion, que também utiliza o nome Daniel Batista de Oliveira, e sua esposa Alyne Valeria Carrion Arena, atualmente conhecida como Alyne Carrion.
Segundo relatos de pessoas que afirmam ter sido prejudicadas, o casal oferecia oportunidades de investimentos em dólar e facilitação de operações cambiais, prometendo rentabilidade mensal e segurança nas transações.
De acordo com os relatos, parte dessas negociações teria sido realizada sob a alegação de vínculo com a empresa MAS CÂMBIO, cujo nome teria sido utilizado para transmitir credibilidade às operações.
Há relatos de prejuízos que podem variar entre 15 mil, 30 mil e até 50 mil dólares, segundo vítimas.

Histórico de denúncias no Brasil
Informações relatadas por pessoas que acompanham o caso indicam que, antes de se estabelecerem no Paraguai, Daniel e Alyne já teriam acumulado processos judiciais no Brasil, especialmente em cidades do interior do estado de São Paulo.
Entre as acusações mencionadas por pessoas que afirmam ter sido prejudicadas estão:
estelionato
ameaças
agressões físicas
ações trabalhistas movidas por ex-funcionários
Ex-colaboradores também relatam ter trabalhado por anos em empresas ligadas ao casal sem receber salários integrais ou direitos trabalhistas.
Segundo relatos apresentados por vítimas, Daniel Carrion já teria sido condenado em um desses processos e cumpriria atualmente pena em regime aberto.
Estratégia voltada para brasileiros
De acordo com depoimentos, uma das principais estratégias utilizadas seria conquistar a confiança de brasileiros recém-chegados ao Paraguai.
Clientes eram incentivados a negociar apenas com brasileiros, sob o argumento de que deveriam evitar intermediários paraguaios. Durante reuniões e negociações, o casal afirmaria que negócios entre compatriotas seriam mais seguros, explorando a proximidade cultural e linguística.
Apresentando-se como empresários experientes e supostos parceiros de empresas do setor cambial, os investigados teriam conseguido captar diversos clientes interessados em realizar operações financeiras na região da fronteira.
Promessas de rentabilidade em dólar
Uma das principais propostas apresentadas aos clientes seria um plano de investimento com rentabilidade aproximada de 3% ao mês em dólar.
Segundo relatos das vítimas:
os valores eram depositados em contas indicadas por Daniel;
o dinheiro seria convertido em dólar;
os recursos poderiam ser resgatados mediante aviso prévio de 48 horas.
Para incentivar os clientes a manter os valores aplicados, os investidores eram orientados a reinvestir os rendimentos, com a promessa de que o crescimento composto poderia praticamente dobrar o capital em cerca de 12 meses.
Especialistas alertam que promessas de retorno nesse nível costumam estar associadas a esquemas financeiros de alto risco ou modelos de pirâmide.
Funcionamento do suposto esquema
De acordo com relatos de clientes que afirmam ter sido prejudicados, o funcionamento do esquema seguiria um padrão semelhante:
Captação de clientes brasileiros
O casal se apresentava como empresários experientes na região e afirmava possuir ligação com empresas do setor cambial.
Promessa de investimentos em dólar
Era oferecida rentabilidade mensal de cerca de 3%, com possibilidade de resgate mediante aviso prévio.
Incentivo à reaplicação dos lucros
Investidores eram orientados a reinvestir os rendimentos para aumentar o capital.
Uso de recursos de novos clientes
Algumas vítimas suspeitam que valores de novos investidores eram utilizados para cobrir pagamentos parciais de clientes antigos.
Colapso do esquema
Segundo relatos, o que inicialmente parecia um investimento seguro começou a ruir no final de 2025, quando diversos clientes passaram a solicitar o resgate dos valores aplicados.
Nesse momento começaram a surgir justificativas para a falta de pagamento, como:
bloqueios de contas bancárias;
perdas em operações com criptomoedas;
dificuldades administrativas.
Alguns clientes afirmam ter recebido pagamentos parciais inferiores a dois mil dólares, enquanto a maioria relata não ter recebido qualquer restituição.
Transferências que nunca chegaram ao destino
As denúncias também envolvem brasileiros que não participaram dos investimentos, mas utilizaram os serviços do cambista apenas para realizar câmbio ou transferências internacionais.
Segundo essas vítimas, valores enviados para serem convertidos ou transferidos para contas no Paraguai não chegaram aos destinatários finais.
Novo empreendimento levanta questionamentos
Apesar das denúncias, relatos indicam que o casal teria iniciado recentemente um novo empreendimento em um dos condomínios mais luxuosos de Ciudad del Este, o Country Club.
No local funcionaria a empresa Zamineli Assessoria, que oferece serviços voltados a brasileiros interessados em:
regularizar documentação no Paraguai;
abrir empresas; transferir capital para o país.
Segundo relatos de vítimas, Alyne Carrion seria responsável pelo atendimento inicial, enquanto Daniel Arena Carrion participaria das negociações financeiras.
Alguns clientes afirmam temer que o novo empreendimento possa estar sendo utilizado para atrair novos investidores ou clientes brasileiros.
Conclusão
As denúncias seguem sendo compartilhadas entre brasileiros que frequentam ou mantêm negócios na região da fronteira entre Brasil e Paraguai. As vítimas pedem que os fatos sejam apurados pelas autoridades competentes para esclarecer as acusações e verificar possíveis responsabilidades.
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Tenório Cavalcanti ✍️