Durante a visita técnica do Instituto Negra Linda, no quinto episódio da série sobre turismo regenerativo, nosso amigo, pescador e condutor local, André, nos deu uma verdadeira aula de vida e natureza.
Com o mangue em mãos, ele mostrou o que os pescadores chamam de “caneta” — a semente do mangue, fundamental para regenerar a vida no estuário. André explicou com paixão:
> “Isso aqui vai acolher caranguejo, serrinho, aratu, sururu… A gente planta e ele escultura, cresce, vira uma árvore incrível que abraça a vida. A caneta, quando solta do cacho, cai na lama, e ali, a água faz crescer. E onde ele para, forma vida.”
Ele ainda lembrou que esse processo é parte da articulação dos povos pescadores e ribeirinhos, que compreendem a importância de cada semente, de cada árvore e de cada ciclo.
> “Graças a Deus, isso aqui é um ingrediente de vida. Um trabalho que precisa continuar, para que a natureza seja muito melhor do que já foi.”
Esse momento foi mais que uma explicação técnica — foi um chamado à valorização dos saberes tradicionais, do cuidado com os manguezais e da resistência das comunidades ribeirinhas.